O corredor que gosta de cerveja e de batatas fritas

Bruno Dias | 2015-01-28

Começo por clarificar que não sou um atleta, mas sim um mero corredor de pelotão que gosta de cerveja e de batatas fritas.

Não daquelas batatas tipo "Light" mas daquelas que fazem escorrer gordura pelas mãos e deixam os dedos prontos a entrar na frigideira...só mesmo para dar um "entalãozinho" suave.

Sobre a minha experiência com a corrida, deixo um conselho...se querem continuar a ser pessoas ditas normais, podem parar de ler por aqui.

Eu ainda há três anos era uma pessoa dita normal... dormia mal, era facilmente irritável e geria mal o stress.

Além disso tinha problemas de pele (surtos esporádicos e sem sentido de borbulhas nos braços e pernas) e um problema grave com um relacionamento com o Antunes...um peixe de olhos arregalados que vive no aquário da sala.

Hoje a corrida é uma terapia quase diária que não prescindo e que faz parte fundamental do meu quotidiano.

Correr é estar comigo mesmo e com os demais, muito em especial quando corro em grupo nos treinos do Correr Lisboa, às terças no EUL.

É como se fosse para uma festa,mas com uns ténis e uns calções e isto para mim é quanto basta... a festa da corrida é isto... estar junto com um grupo de pessoas divertidas que gostam simplesmente de correr.

Hoje sou uma pessoa diferente, com uma filosofia de vida mais descontraída e deixei como por magia de ter problemas, mas sim "situações" que tenho que resolver no meu dia-a-dia.

Também sou mais sensível com os que me rodeiam e consigo rir de mim próprio.

E rir com os outros também, em especial com o meu peixe Antunes, que ainda alimenta o sonho em ir da sala para a banheira de férias em Agosto.

Quando aconteceu o meu dito "despertar", foi uma vez que não havia luz no prédio e fiz uma corrida com o meu filho até ao terceiro andar pelas escadas.

Ainda no segundo andar, estive quase a chamar o INEM, mas só não o fiz porque me esqueci do telefone no carro e calculei se voltasse a pé para baixo acabasse por ser vítima de uma lipotimia sem retorno, motivada por uma corrida contra um rapazito de tenra idade.

Foi um misto de dor e vergonha.

Nesse dia de Outubro, tomei uma decisão drástica com os cigarros e reduzi para metade... em Janeiro era um "smoker free"... e em Fevereiro descobri que também é possível comer alface!

Comecei como toda a gente, a correr devagar (ainda hoje me dizem que estou igual nesse ponto) e depois foi sempre a andar... meses de muito sacrifício e de muita luta comigo mesmo.

Hoje sou muito orgulhoso e não há dia que não passe pelo Antunes que não lhe diga..."então Antunes, é hoje que fazemos uma meia maratona?"

Existe uns culpados subliminares que gosto sempre de frisar quando falo de corrida... o meu pai, um ultramaratonista... a minha mãe por estar sempre no abastecimento emocional... a Marisa pelo suporte... o Pedro Carvalho e a Carla Pereira que me trouxeram para este grupo de gente bonita que é o Correr Lisboa.

Ainda um beijinho muito especial as duas irmãs Turcas de seios fartos que um dia no deserto elaboraram com todo o carinho o meu primeiro plano de treino de intervalados.

Para finalizar, incentivo todos a experimentarem correr e sentirem a alegria interior.

Quem corre sabe do que falo.

Juntem-se aos treinos às terças pelas 19h15 e aos diversos eventos que ocorrem frequentemente nesta grande família que é o Correr Lisboa.

Correr Lisboa

Pista Professor Moniz Pereira, Rua João Amaral - Lisboa

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Circuito dos Parques de Lisboa

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