Concretizei o meu sonho de fazer uma Meia Maratona. Obrigada Mãe!!!

Patricia Costa | 2016-04-14

Concretizei o meu sonho de fazer uma Meia Maratona, Obrigada Mãe!!!

Já participei em 2 Mini Maratonas e senti que estas provas não me fizeram sentir importante, os dorsais sem chip, as alegrias e fotos todas concentradas na Meia Maratona, fizeram-me prometer que na próxima tinha que ir à Meia Maratona.

Estes últimos meses têm sido muito concentrados nos estudos, a escola não me deixou treinar e quando ia nem sempre tinha vontade de correr, devido às paragens nos treinos.

Quando o meu pai e a minha mãe se inscreveram na 26ª Meia Maratona de Lisboa, comecei a lembrar-me da promessa que fiz e a vontade de participar começou a chatear-me e depois a escola começa a acalmar e os treinos a aparecer.

Mas somente 3 semanas antes da Meia Maratona é que tomei consciência do que realmente queria e começo a treinar com a minha mãe mais a sério.

Faço o ultimo treino longo do Correr Lisboa/ adidas ao sábado, mas somente consigo fazer 10 kms, senti que foi uma vitória e nesse instante recebo o Dorsal, Meu Deus, é real, estou inscrita, tenho mesmo que treinar, nessa semana seguinte, treinei todos os dias, 5 kms num, 6 noutro, 7 noutro, chego a 5ª feira com dores horríveis nas pernas, 6ª descanso e sábado lá vou eu treinar, e desta um treino longo a valer 14 kms, mas a prova seria no Domingo seguinte, e as incertezas surgiram, mas a minha mãe e o meu pai, não me deixaram esmorecer, e acreditaram em mim, e fizeram-me acreditar que sim, eu iria conseguir.

Ultima semana antes da prova, mais 3 treinos a respiração já melhorada, e os meus "mimimis" a desaparecerem, será que consigo, sim claro que consigo, volta a minha mãe a dizer. Não posso falhar, vou conseguir.

Sábado dia anterior à prova faço a Vitalis em caminhada para não me cansar, e a vontade de fazer a prova e ansiedade enormes.

Finalmente chega o grande dia, ansiedade ao máximo, e muita energia positiva por parte dos meus pais, sem stress, vamos nas calminhas, a meta é objectivo. 


Partida, lá vamos nós, mãe e filha, ritmo tranquilo, calma mais devagar, a adrenalina era imensa, muita gente, muita alegria, helicóptero ao lado a filmar na ponte, lindo demais a paisagem, desce e segue até Cais do Sodré, abastecimentos, pára para hidratar, respira fundo, a mãe sempre ali a dar dicas e a controla, rola até passar em frente da meta, muito calor, mãe mais uma vez importante a ajudar a não me concentrar no calor, rola, rola, com imensos Vicentes a apoiar, muito bom.


 Chegada a Algés, mãe faz paragem para ir à casa de banho e eu sigo, cheia de medos de não conseguir, mas a mãe diz: "segue que eu já vou ter contigo, já te alcanço", e lá vou eu cheia de empenho, e concentradíssima, até que uns metros mais à frente lá vem a minha mãe ao meu lado novamente, antes do último abastecimento e antes do retorno encontro o meu agrupamento de escuteiros a apoiar no abastecimento, foi a loucura, muito incentivo, e soube-me tão bem, pois nessa altura as forças já começam a falhar, e lembro-me do conselho do José Saraiva, quando me disse em frente ao Centro Cultural de Belém: "Patrícia agora é que precisas de correr com a cabeça" e realmente a partir do km 17/ 18 é mesmo a cabeça, os pés doem as pernas pesam e o cansaço é brutal, após o retorno parece que tive uma lufada de ar fresco, e segui cheia de vontade como sempre, o pior eram as pernas, a mãe sempre a dar força, a incentivar, ora a dar amor ora a ralhar, ela usava todas as armas, minha rica mãe.

Quando se avista o Centro Cultural de Belém, a mãe grita: Filha foca-te na meta, já lhe sinto o cheiro, olha ela lá ao fundo, e eu já com imensas queixas a pedir para parar "mãe as minhas pernas têm dois elefantes agarradas a elas, estão tão pesadas" E a minha mãe "Filha se paras agora já não consigo mais te acompanhar, tenho os meus dedos dos pés tão doridos, parece que tenho uma faca a espetar neles, por favor corre, quanto mais rápido correres, mais rápido acabamos."

E lá segui, cheia de força, que não sei onde a fui buscar, talvez preocupada que a minha mãe não ficasse comigo até ao fim e o sonho acabasse ali e corri em direcção ao final dessa recta, e a mãe grita "Filha após a curva é META, META, META!!!"

E assim, foi, aquele momento da curva foi mágico, ver a meta logo ali, foi tão emocionante, que não contive e chorei, chorei logo ali, e gritava "não acredito CONSEGUI, CONSEGUI... OHH MÃE, OHH MÃE..."

 O passar a meta foi das sensações mais incríveis que alguma vez tive, foi BRUTALLLL.

 Obrigado Mãe, por nunca desistires de mim e me apoiares neste meu sonho.

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