Tudo o que dizem da Maratona é verdade!

Mário Sobral | 2017-02-27

NOTA IMPORTANTE: Esta crónica é MUITO longa. Muito. Longa. Eu não quis de todo adoptar um formato fast - food para blogs ou facebook neste caso. Terminar a nossa primeira maratona é de facto uma conquista e um momento demasiado marcante para nos apressarmos a debitar tudo o que nos vai cá dentro. Escrevi para mim e para a minha memória, é um relato de um dos meus "eu consigo", e quis que contivesse o máximo de pormenores do que vi e senti, para mais tarde recordar. Só que partilho para quem quiser ler.

A PREPARAÇÃO

Há quem diga que uma maratona são 42,195 Km, 30 dos quais a correr com as pernas, 12 com a cabeça e 195 metros com o coração. E estão certos. Mas poucos se lembram de dizer que são também centenas e centenas de Km de treinos, de suor, calor, frio, sol e chuva, sozinhos e acompanhados, longos e curtos, séries e rampas, ansiedades e expectativas. E de nunca achar que estamos preparados. E não estamos. Nunca estamos preparados para uma primeira maratona. Porque é muito mais do que correr os tais 42Km. É mesmo muito mais. E só no final, só mesmo naquele tão efémero último passo que damos ao cruzar a meta, é que compreendemos o valor de tudo o que entregámos de nós para dar aquele pequeno último passo.

Mas vamos por partes. Há pouco mais de dois anos, a minha cara-metade lembrou-se de começar a caminhar, e pouco depois correr. Ela nunca tinha corrida na vida. Perguntava-se como é que alguém podia gostar de simplesmente desatar a correr. E ao entrar nos "entas", decidiu correr. E eu, mesmo tendo feito desporto à distância de uns anos, levava uma vida demasiado sedentária (3 filhotes, muito trabalho, estudos à noite, zero desporto). Já tinha atingido os 86Kg de peso e estava na fase do "amanhã a ver se começo a fazer alguma coisa". Mas se ela vai correr ainda por cima vem sempre a mostrar numa app qualquer que já correu isto e aquilo... vou também, não quero ficar para trás! 

Um ano depois, surgem os treinos do Correr Lisboa em Odivelas, ao qual dissemos "presentes" desde o primeiro treino aqui por estas bandas. Foi o melhor que nos aconteceu, pois se é fácil explicar o funcionamento de um treino com guias para diferentes andamentos, é mais difícil colocar em palavras o espírito de amizade, convívio, suporte e entre-ajuda que é promovido no seio deste grupo. É que basta literalmente aparecer, meter conversa com a primeira cara sorridente que encontrarem, e correr, correr, correr. 

Estive a olhar para o meu percurso até esta maratona de Sevilha. Foram mais de 300 vezes que lutei contra a preguiça e comodidade, calcei os ténis e fui correr. Foram perto de 3000 Km nas pernas em dois anos. Foram mais de 30 provas entre 10 e 17 Km e ainda 7 meias maratonas. Mas muito mais importante que tudo o resto, foram as novas amizades e momentos de partilha e convívio que são impossíveis de explicar com métricas e estatísticas. 

A estreia era para ser na maratona de Lisboa em Outubro do ano passado, mas uma lesão quase em cima do acontecimento obrigou a uma mudança de planos. Calculado o tempo de tratamento, recuperação e novo plano de treinos de pelo menos 3 meses, o ideal seria ir fazer a maratona de Sevilha em Fevereiro. Inscrevi- me logo. Ainda nem o tratamento tinha começado. Há que ter objectivos e metas 


A VIAGEM


É impossível falar desta maratona sem falar também da viagem. É que a experiência de pertencer ao Correr Lisboa ultrapassa em muito um simples conjunto de pessoas que corre aos mesmos dias nos mesmos locais. Neste grupo, não só se pertence, como sentimos também que nos pertence. As viagens de ida e regresso, cada uma com pouco mais de duração do que a própria maratona, serviu para cimentar aquilo que já se sabia. Para lá uma troca de anseios e expectativas, no regresso sorrisos e gargalhadas que afastavam o cansaço, e em ambos os sentidos muita partilha de vidas e de experiências. Só por estes momentos, com este grupo de pessoas, já valia a pena a ida a Sevilha!


A CORRIDA


O dia amanheceu cinzento, frio e chuvoso. A noite foi curta, mas bem dormida. Tinha tudo preparado de véspera, e nada havia a fazer senão tomar um duche energizante e vestir o equipamento que obrigatoriamente inclui uma camisola amarela de corvo ao peito. Com o pequeno almoço já tomado dirigi-me à praça em frente ao hotel, onde aguardavam os autocarros para levarem os atletas até ao estádio junto da partida. 

Junto ao estádio via-se que tudo estava muito bem organizado, e mesmo com milhares de pessoas a convergirem juntos dos respectivos bengaleiros, tudo se processava muito rapidamente. Última verificação ao material, camel back nas costas, deixo um saco com uma muda de roupa e uns víveres para levantar no final, uma fotógrafa pede para me tirar uma foto, e toca a ir ver onde é o ponto de encontro dos Vicentes na partida. Pelo caminho encontro mais alguns(mas) Vicentes, e vamos todos em direcção à rotunda da foto de grupo, mesmo na zona de partida.


O frio e a chuva, em formato "molha-tolos", teimava em contribuir para o nervoso miudinho dos muitos participantes à nossa volta, cada um tentando aquecer da melhor forma que podia, ora enrolados em plásticos, ora nos quebra-ventos do kit da prova. Vicentes daqui e dali, e lá nos juntámos para a foto da praxe, com muitos mimos da claque de apoio, e promessas de não se calarem até todos chegarmos bem à meta.


Confirmar relógio, ligar auscultadores, arrumar telemóvel, boa sorte à Inês, ao Luís e ao Pedro, e quando dou por isso já todos aplaudem, e numa tímida onda alimentada a adrenalina e com o som dos AC/DC e a sua "Highway to Hell" a sair das colunas junto à partida, lá se começou a correr.


OS PRIMEIROS 10 KM


No primeiro quilómetro mal se corre, deixamo- nos meramente levar pela multidão, pois são milhares e milhares de participantes a começarem a correr ao mesmo tempo. Uma enorme excitação paira no ar, muitos sorrisos nervosos à volta, muitas caras felizes mas apreensivas. Olho à volta de mim, e "cai-me uma ficha". Dou comigo quase a chorar, num turbilhão de emoções que me assolou por uns breves segundos. O lembrar de todos os esforços feitos nos treinos, o malabarismo necessário para conjugar trabalho, família, amigos e a corrida, todas as provas, todas as novas amizades, todas as dificuldades e contrariedades. Eu não conseguia parar de sorrir, pois estava ali, naquela partida tão desejada e, no entanto, dava comigo a rogar à testosterona que não me deixasse desmanchar num pranto logo ali. Ainda havia muito para correr.

Tinham ainda apenas passado uns 5 minutos quando reparo no balão amarelo do pacer das 4h15. Eu sabia bem que as 4h30 é que seriam o objectivo mais adequado à minha condição física e (falta de) experiência, mas como ainda ia "encaixado" pela multidão, lá fui seguindo este pacer. Ao Km 2 ou 3, sinto um toque no ombro, e era a Sónia a desejar-me uma boa prova. "Lá vai ela agora", pensei eu, mas a Sónia deixou-se logo ficar para trás. Estranho, não vou depressa. Quem me dera eu já saber ali o que ela no final me disse ter aprendido na maratona de Lisboa. Bom, deixa-me lá ir ao meu ritmo, depois logo se vê. 

O balão das 4h15 seguia a sua tarefa, e aqui o aspirante a maratonista pensou "bom, eu devia era estar ao lado do balão das 4h30, mas em 42Km, 15 minutos de diferença não me parece assim tanto". E ia tão confortável por volta dos 5:45m/Km, que me deixei ir. Se precisar de reduzir, reduzo, não tenho pressa em chegar. 


Se bem me lembro, foi aos 8 Km ou lá perto que vi pela primeira vez a claque Vicente em toda a sua discrição característica. Eles e elas eram gritos, saltos, pompons e bandeiras a esvoaçar, barulheira que eu sei lá, e só faltava saltarem para o meio da estrada e empurrarem! Que grande boost de motivação se sente naqueles momentos! Quase nem me sinto digno de tanta festa, eu sou dos lentos, pá!!!!

E até aos 10 Km foi um instantinho.


DOS 10 KM AOS 21 KM


Ao passar no pórtico do Km 10, vejo 1h03 no cronómetro oficial da prova. Mesmo tendo saído na última onda de participantes (>4h), e os primeiros 2Kms terem sido feitos como um caracol na multidão, o ritmo parece-me confortável para mim numa prova destas. Por isso, deixa-me continuar "agarradinho" ao balão das 4h15. 

Esta fase é a fase da confiança, do "queres ver que se isto for assim até ao fim, ainda supero as minhas expectativas em 15 minutos", "afinal os treinos foram mesmo suficientes", "estou um pro da coisa". E lá fui eu, todo contente da vida, sorrir para ali, sorrir para acolá, rolar pelas longas avenidas, apreciar um e outro ponto de interesse, imaginando que outros desafios enfrentam os corredores à minha volta. 

Os pontos de abastecimento desta prova são excepcionais. Estamos a falar de abastecimentos de 2,5 em 2,5Km, em que nada falta, há que chegue, e em ambos os lados da estrada (desfasados, para a confusão ser menor). A única coisa que poderia ser melhor era o facto de, com excepção de um par de pontos logo no início, todos os líquidos estarem em copos, o que dificulta ainda mais o beber e correr. Ainda me engasguei numa da vezes. Como tinha o camel back com 1 litro de bebida isotónica, decidi que nos pontos de abastecimento ia beber apenas água (para desenjoar), e sempre que quisesse isotónico, utilizaria o camel back. Em termos de sólidos, eu levava comigo duas bisnagas de muesly rico em magnésio com sabor a cacau, e 4 cubos de marmelada. Nenhum gel. Nenhuma cafeína. 

 

Ao Km 12 tomei a primeira bisnaga de muesly nas calmas, comendo aos poucos, pouco de cada vez para não dar em asneira. Algures entre os Km 17 e 19 despachei um cubo de marmelada, antes que notasse qualquer quebra. E quando dou por mim, passo os 21 Km ainda a namorar o balão das 4h15. Sou o maior. Sou o "Pepe Rápido" do meu bairro. Sou o Usain Bolt das maratonas... right... e ainda só íamos a meio...


DOS 21 KM AOS 30 KM


Já tinha lido algures, que uma maratona não é o mesmo que fazer duas meias, a segunda metade é bem pior. Que frase tão sábia e profética. 

Sejamos honestos, dos 21 aos 27 Km mais ou menos, foi rolar, comer mais um par de cubos de  marmelada e o segundo muesly, beber um pouco de água em todos os abastecimentos, e sentir-me bem. E eis que, lá para o abastecimento dos 27,5 Km, no meio da confusão perdi o contacto com o balão do pacer, que entretanto seguia 50 metros à minha frente. Tudo bem, são 50 metros, na pior das hipóteses daqui a um par de Km estou lá ao lado outra vez. E os minuto passavam. Já sorria menos. Já era menos o herói lá do meu bairro. Ainda ia animado, mas já não era tudo meu. Para ajudar à festa, deixei de ter música nos headphones, pois perderam a ligação ao telemóvel. Modernices.

Em termos da respiração e ritmo cardíaco, sentia-me muito bem, mas as pernas já me avisavam aqui e ali. Uma "pontadazita" de dor num gémeo, os ombros a moer um pouco, as coxas que numa ou noutra passada faziam questão de me mostrar o seu cansaço.

Com o aproximar dos 30 Km, se por um lado me sentia razoavelmente bem, por outro foi quando me apercebi do cansaço acumulado, e de que o ritmo que imprimi no início não podia ser mantido por mais outra hora e picos. E o balão dos 4:15 já se passeava 200 metros lá mais à frente.


DOS 30 KM AOS 40 KM


É aqui que a "porca torce o rabo", que a cabeça começou MESMO a trabalhar em overtime. A cada Km que passava nesta fase, já não me sentia a correr solto, a passada começava a notar-se mais forçada, já me obrigava a mim mesmo a correr. Cada minuto demorava mais a passar, cada minuto trazia mais uma dor qualquer, ou ampliava as que já lá estavam. "Será que aguento? Já me dói isto e aquilo, ainda me lesiono. E se não aguentar, qual é o problema de desistir ? Até já estou inscrito na de Lisboa em Outubro, por isso esta serve apenas como treino longo". E até mais ou menos ao Km 33 foi uma luta de duas versões do Mário, a que não vai desistir nem que os porcos voem, e a que sabe que o telemóvel serve para chamar um táxi ou um Uber, e num instante se livra daquela tortura. Mas que alminha é que se lembrou de fazer avenidas tão looooongas ?!?!?

E como nestes casos mais vale o compromisso entre as partes, no reabastecimento imediatamente a seguir decidi fazer como muitos outros participantes: andar em vez de correr enquanto bebo água. "Ah e tal, só para evitar engasgar-me, claro, e assim as pernas até descansam um pouco" - tentava eu convencer- me a mim  mesmo. O busílis, meus amigos, é que assim que comecei a andar, as pernas já não sabiam andar! Eu parecia um albatroz bêbado (atenção, esta expressão tende a ficar famosa e exijo direitos de autor), de descoordenado que aparentava estar. Parecia que as pernas já não se lembravam dos movimentos necessários para andar! Bem- vindo ao chamado "MURO" da maratona, Mário. As pernas simplesmente não querem obedecer. Fiz-lhes a vontade mais de 500 metros, andando a ritmo acelerado, e até lhes dava umas valentes palmadas (literalmente!) até achar que as comandava novamente. 

Logo a seguir voltei a correr, mas já num ritmo muito mais lento que o inicial, não conseguia mais, sentia os músculos das pernas completamente esgotados. E até aos 40 Km assim fui, correndo entre abastecimentos, e andando nos abastecimentos (pelo menos não me engasguei mais nenhuma vez). E a verdade é que o público era cada vez mais, sempre a apoiar, a puxar pelos corredores. "Ânimo Mário, vamos!" ouvi eu vezes sem conta. Até dos voluntários nos abastecimentos recebemos incentivos e palavras de apoio, e muitas vezes recorrendo ao nosso nome, lido do dorsal, o que personaliza a coisa, e dá ainda mais motivação!

Ver a placa dos 40 Km imagino que é o equivalente a um náufrago ver terra quando já desesperava. Já sabe onde tem que chegar para se sentir a salvo, mas sabe que ainda vai penar para lá chegar. Mas eu tinha uma importante vantagem em relação a um qualquer náufrago: ruas inteiras ladeadas por um público fantástico que incentiva a não desistirmos ali, tão perto do estádio. "Mira Mário, lo estádio es alí!".


DOS 40 KM AOS 42 KM


Paradoxalmente, são os 2 Km mais longos e duros que alguma vez fiz, mas também os que mais despertaram em mim uma enorme vontade férrea para os conquistar. Nem que tivesse que os fazer a empurrar a carrinha do Paulo, eu ia fazê-los. Para ser perfeitamente sincero, estes últimos 2Km são um borrão na minha memória, tal era o amontoar de emoção e a sensação que iria de facto conseguir cumprir o objectivo para o qual trabalhei tantos meses. Lembro-me de a Sónia passar por mim bem disposta com uma qualquer troca de palavras de apoio (sim, ela soube manter um ritmo mais sensato e regular ao longo da prova) e ainda tentei acompanhar, mas as pernas não deixavam mesmo. Lembro- me da passagem pela ponte, de olhar para um lado e outro do rio, e de me aproximar de algumas ruas que reconhecia como próximas do estádio e da partida.

Aos poucos, a rua deu lugar a um acesso ao estádio, com baias de metal de cada lado decoradas com nomes e logos de patrocinadores, invadidas por um público que dava o último incentivo aos futuros maratonistas. "Gracias! Gracias!", agradecia eu, uns high five a miúdos que os pediam aos corredores que passavam, e vejo a entrada para o túnel de acesso ao interior do estádio. 

Naqueles pouco mais de 10 metros a descer, sentia que alguém me estava a bater com um pesado barrote em cada perna. E no entanto, sentia-me um adolescente que dá a mão à sua primeira namorada, com um enorme sorriso aparvalhado na cara, ainda que fosse a gemer de dor ao mesmo tempo. Decididamente, há qualquer coisa de muito errado comigo.


SÓ MAIS 195 METROS


Entramos no estádio e não sabemos bem como, mas percorre- nos uma energia explosiva que estava desaparecida desde há 8 Km atrás. Já não dói nada. Quer dizer, já nem sei se dói ou não, nem sei se ainda tenho as pernas no sítio. É que isso já não interessa, pois estou já a chegar à meta! A dimensão do estádio, o som do público presente nas bancadas em frente à meta, os picos sonoros efervescentes cada vez que um corredor atravessa a linha da meta, tudo me fascina. Ouço uns gritos do meu lado direito ao percorrer a última curva do tartan em direcção ao pórtico da chegada. Nas bancadas, a claque dos Vicentes esbraceja e grita. Nem consigo ver bem, mas tento retribuir acenando de volta. Bom sinal, ainda consigo mexer os braços. E acelero. Não sei porquê. Só sei que me enche uma felicidade exacerbada, um sentimento de concretização que alimenta este último esforço de uma forma que não consigo explicar.

E em frente está aquele pórtico. É já ali. Acho que os pés nem tocaram no chão naqueles últimos metros. Eu simplesmente flutuei até cruzar a meta. Dou comigo de braços no ar, a festejar, a gritar ao mundo que cheguei. Não consigo não sorrir. Consegui, caraças!!! Quero pular, esbracejar, gritar, mas à minha frente está apenas uma réplica perfeita do elenco zombie de Walking Dead, todos embrulhados em plásticos azuis, de medalhas penduradas e cambaleando ao ritmo de diferentes gemidos. Se houve uma coisa que faltou para tudo ser perfeito na minha primeira maratona, foi ter alguém a quem abraçar no final. Faltavam a Ana e os miúdos. Eles não estavam ali. Não viram o final deste empreendimento épico para mim, não puderam ver ali, em mim, a soma de tudo o que estes 42 Km conquistados duramente me marcam no olhar.

 

Fui buscar a medalha. Não a aceitei com a mão, como muitas outras vezes o fiz. Desta vez fiz questão de me apresentar com uma vénia a uma das muitas voluntárias, que me colocou assim a medalha ao pescoço. Uns passos atrás, telemóvel em punho, e a tecnologia que falhou a meio da prova serve agora para partilhar com todos o sucesso final. Olho o pórtico mais uma vez, penso por 2 segundos, e olho para o relógio. 4 horas e 29 minutos. Para quem tinha definido como 4h30 o tempo mais provável, significava objectivo cumprido. E ainda com 60 segundos de folga, eheheh. Provavelmente podia era ter sofrido bem menos, se me soubesse ter contido no início. Mas já nada disso importava. Estava feita. A minha primeira maratona. Não vai haver outra. Outra primeira, porque maratona já estou a inscrito na de Outubro em Lisboa.

 

AGRADECIMENTOS

Um desafio destes não se atinge sozinho. Impossível. Existem muitas coisas que são necessárias para podermos sequer imaginar que possa ser possível lá chegar. E por isso deixo alguns agradecimentos especiais a todos os que me apoiaram, ajudaram, correram comigo, me deram dicas e sugestões, acompanharam em treinos e provas, dispuseram-se a ajudar, me deram boleia para Sevilha, me fizeram companhia, simplesmente acreditaram, ficaram com os miúdos para eu poder ir correr, me desafiaram, me animaram, me trataram lesões, me acalmaram ansiedades, e tiveram paciência de Jó para me aturar.

Não vou listar nomes pois certamente me vou esquecer de muitos, porque a minha cabeça é ainda pior que as minhas pernas, mas nunca porque sejam pouco importantes. Mas preciso dizer que tenho na minha cara-metade a maior e melhor cúmplice para se viver uma vida. 

 


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